Uma das funções do Sociólogo, ou Cientista Social, é analisar os mais diversos pontos da sociedade, principalmente no que tange os mais diversos fenômenos, tanto do passado quanto do presente e, diante de várias informações e variáveis, até, em alguns casos, poder “prever” alguns fenômenos que possam vir a acontecer.

Após essa breve explicação (bem breve, mesmo) posso expor uma enorme preocupação com os fenômenos hoje decorrentes da velocidade e do excesso de informação, sobretudo no que se refere ao que é ou não absorvido nisso tudo.

O Sociólogo deve ter um conhecimento, mesmo que básico, sobre várias áreas, inclusive Psicologia; afinal, somos seres neuro psicossociais e, para analisar uma sociedade, essa variável psicológica é muito importante.

Vemos em entrevistas e em vários podcasts que os profissionais da área da saúde mental, psicólogos e psiquiatras, quase que em coro, afirmam que nossa sociedade (global; não só a brasileira) vive uma PANDEMIA de doenças mentais, tais como TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), entre outras.

O que mais me chama a atenção, e que também é comentado pelos profissionais da saúde mental, é o efeito dos vídeos rápidos, e outros conteúdos organizados por algoritmos digitais e inteligência artificial, semelhante ao uso de drogas, pois disparam hormônios e processos químicos em nosso organismo de iguais efeitos, em até maiores proporções.

Essa enchorrada de conteúdo direcionado, de certa forma, está emburrecendo as pessoas, sobretudo os jovens!

“O jovem está desfragmentando seu raciocínio; quando você pega qualquer rede social você vai passando e indo rapidamente de um assunto a outro, que não tem a menor coerência; não têm nada a ver com nada. Aquilo está pulverizando informações, que não se juntam para formar um raciocínio.” – Dra Ana Beatriz, Ticaracaticast episódio 180.

Mas afinal, o que é o raciocínio? São ideias concatenadas e que fomentam a inteligência e, ao passo que esse raciocínio se amplia, amplia a sua inteligência; e esta é a capacidade de fazer várias conexões com poucas informações.

Sendo assim, mesmo com todo aparato tecnológico e diversas formas de transmissão de informação tão avançados, o não vigiar o direcionamento do que se está vendo, ouvindo e, por conseguinte, absorvendo nos leva a níveis de intelecto piores em comparação a eras em que a informação não era tão rápida; onde havia um imenso trabalho e incontável tempo para se propagar o conhecimento e/ou a informação.

Podem me chamar de saudosista, ou qualquer adjetivo que achar pertinente, mas ainda primo por uma boa conversa “teti a teti” e a leitura de um livro.

PS.: sou muito adepto à tecnologia, mas também sou a favor de seu uso com muita parcimônia. Sim, não carrego pesos absurdos com livros – uso um leitor digital – mas não os dispenso por sínteses e resumos que encontramos nos buscadores da internet e, agora, nos “chatbots” de inteligência artificial.

Espero que tenha gostado desse texto e que continue a visitar meu Blog. Obrigado!

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