Antes de qualquer coisa, deixo claro que não há publicidade ou propaganda nesse post, nem política, nem institucional; a única e exclusiva finalidade dessa matéria é levar informação.

Em setembro de 2019 a instituição que trabalho, a fim de dar continuidade num projeto piloto do que chamaram de “teletrabalho”, também conhecido como “home office”, liberou que eu trabalhasse duas vezes por semana presencial e o restante online.

Em novembro do mesmo ano, mais precisamente dia 19, fui agraciado com a notícia de que participaria de um programa novo de gestão e passaria a trabalhar 100% remoto com metas de produtividade a cumprir.

Aquela novidade saltou aos olhos, afinal, como sempre gostei e fui entusiasta em tecnologia, foi um motivo para modificar meu cantinho do computador; dois monitores, uma rede cabeada de alta eficiência, dar um “up” na conexão que já era em fibra ótica etc. Sem contar que poder trabalhar em qualquer horário, principalmente de madrugada, quando ninguém está acessando os sistemas, acelerou muito e contribuiu demais para minha eficiência em cumprimento das metas.

Estava indo tudo bem, afinal, acordava cedo, caminhava, ia para a faculdade, trabalhava somente quando os sistemas do meu trabalho estavam a pleno vapor, até quando veio o COVID e o “lockdown”.

No princípio, pelo menos na minha atividade profissional, nada mudou; apenas a graduação e a pós (que faltava um pouquinho para concluir) se adaptaram ao novo modelo. Investi um pouquinho mais para ter mais uma “tela”, pois agilizava bastante meu trabalho e estudos tudo junto. Na realidade não investi em valores, pois consegui colocar em uso um laptop antigo e transformá-lo em um terceiro monitor no meu aparato tecnológico.

A vida foi fluindo, as pessoas enlouquecendo com os problemas trazidos pela pandemia, e eu, assim como a maioria, também estava esgotado de ficar “de cara” com aquele cantinho o dia todo, mesmo com todo o conforto que pude agregar ao meu local de trabalho, estudo, redes sociais, pesquisas etc. Eu precisava, sentia a real necessidade mesmo, de mudar de ares; estava até disposto a gastar o que não tinha para isso.

Pensei por diversas vezes em alugar uma sala comercial, mesmo que compartilhada com alguém, apenas para ter um cantinho diferente para fazer as mesmas coisas que fazia. Exatamente um ano atrás comecei a procurar os chamados “coworking” e descobri que haviam espaços gratuitos, como o espaço Santander na avenida Paulista. O espaço Santander é um café com mesas, tomadas elétricas e boa conexão para clientes, e não clientes também, usar à vontade. É muito bacana e passei alguns dias indo lá, porém, como meu trabalho requer um pouco de atenção, face à sua complexidade técnica, ali não ficava muito produtivo, mesmo sendo um espaço super agradável.

Continuei com as buscas, inclusive aceitando as “degustações” que os coworkings pagos ofereciam. E foi nessa busca que em maio de 2023 descobri um serviço de coworking GRATUITO, ou melhor, pago com nossos impostos, e de livre acesso, bastando apenas apresentar um documento de identidade e realizar um cadastro na plataforma. Sugere-se o agendamento para garantir a disponibilidade do espaço e manter uma boa organização, principalmente nos espaços mais procurados.

Esses espaços gratuitos fazem parte de um projeto da Prefeitura do Município de São Paulo chamado “Teia”. O projeto Teia, além de um serviço gratuito, é um projeto concebido e executado pela Agência São Paulo de Desenvolvimento – ADE SAMPA. Essa agência está vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho – SMDET.

“Todas as unidades do TEIA disponibilizam espaço de trabalho e programação de qualificação. A infraestrutura inclui internet sem fio, salas de reunião, ambiente de convivência, e equipamentos como projetores e computadores. A programação mensal é composta por cursos e atividades de qualificação empreendedora e profissional, além de encontros, feiras e eventos que promovem o networking no território. Verifique no site a infraestrutura da unidade desejada.” – sobre os serviços disponibilizados (https://adesampa.com.br/teia/faq-teia/).

Nesse exato momento estou redigindo esse artigo na sala de reuniões da unidade Teia do CEU Heliópolis, local onde algumas vezes por semana vocês poderão me encontrar trabalhando, estudando, escrevendo ou até apenas assistindo um vídeo no Youtube.

Cabe destacar que as unidades são espaços não só equipados com móveis e a conexão de internet, há também computadores, sala acústica, sala de reunião e até estúdio onde podemos gravar podcast! Eu já gravei um para um projeto que tenho sobre Direito, quem tiver curiosidade é só acessar https://youtu.be/6fvv67AofPM .

O projeto Teia está sempre se atualizando e se ampliando. No site da ADE SAMPA você pode encontrar toda a programação de cursos e oficinas gratuitas que são ministrados nesses espaços. Tem um tema melhor que o outro!

Enfim, como disse no começo, não importa quem fez, quem idealizou, ou quem, politicamente, fez acontecer. O que importa é que é um espaço maravilhoso, QUE FUNCIONA e é fruto dos nossos impostos, o que mais orgulha, pois é ver o nosso suado dinheiro sendo muito bem empregado.

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