Como primeiro post acho bacana contar um pouco sobre mim.

Comecei a trabalhar muito cedo e, sendo assim, não programei nada profissionalmente em minha vida. Aos 12 anos de idade comecei vendendo gibis usados (abro parênteses para o primeiro emprego em mídia escrita, de entretenimento, mas sim uma mídia escrita!). Depois disso fui trabalhar em uma banca de jornais (olha a imprensa me perseguindo novamente…), mas era, além de trabalho infantil, podia se dizer que era um trabalho escravo, pois eu recebia os jornais e revistas às 4:30 da manhã e o folgado do dono só aparecia quando estava perto do horário que tinha que ir para a escola.

Aos 14 anos passei pela prova do SENAI Mercedes Benz e fui estudar Mecânica Geral com ênfase em projetos e manutenção de máquinas. Paralelo a isso cursei o técnico em eletrônica, depois mecatrônica e, por último, sistemas de informações.

Após trabalhar em diversas áreas, como numa curva de rio, fui parar no serviço público. Ali tive oportunidade de conhecer de verdade o ser humano, mas no sentido Nietschiniano mesmo, com toques de Schopenhauer; também tive a oportunidade de cursar minha primeira graduação, interrompida por questões adversas, de Administração.

No afã de prestar um concurso de nível superior, assim como contei no começo, sem nenhum planejamento decidi cursar Ciências Sociais, sem ao menos saber do que se tratava. No início do curso, nas primeiras aulas, indagado por um professor maravilhoso, chamado Jorge Alves, naquelas dinâmicas de se apresentar, o que tinha me levado àquele curso. Na mais bela sinceridade que me cabe, respondi que era o curso mais curto e mais barato e me proporcionaria poder prestar concursos de nível superior.

Esse professor, mesmo perplexo com minha fala e a sinceridade nela contida, ficou curioso sobre quem era aquele ser audacioso numa Universidade. Em intervalos de suas aulas, o professor Jorge, sempre “tateava” coisas sobre mim que pudesse me encaixar, de certa forma, pelo menos o mínimo, no curso de Ciências Sociais.

Ainda no primeiro semestre de curso de Ciências Sociais, a Universidade, que promovia anualmente simpósios e, naquele ano, o tema era identidade, coisa que o Antropólogo e Filósofo Professor Jorge Alves adorava, através dele (o professor) liberou que um aluno de primeiro semestre palestrasse e o tema era a Umbanda na Construção da Identidade Brasileira. Acontece que esse aluno que queria porque queria falar, não apareceu e, como religião é um assunto que leio, estudo e tenho interesse desde meus 12 anos, chamei o professor de canto e me dispus a substituir aquele aluno.

O professor Jorge não acreditou que, do nada e sem material ou preparo algum, alguém pudesse enfrentar uma sala lotada de pessoas querendo saber o que falariam sobre uma religião como sendo parte da criação da identidade de uma sociedade; e esses eventos eram abertos ao público, ou seja, não eram só alunos que lá estavam interessados naquele assunto.

Com muita naturalidade e calma pedi para que o professor abrisse a palestra contando o ocorrido e que eles perdoassem a falta de profissionalismo daquele que seria, um dia, um profissional das Ciências Sociais; e que, como era “conhecedor” do assunto, assumiria a palestra dando ênfase no contexto histórico e de nascimento da religião, estritamente brasileira, diga-se de passagem, e algumas curiosidades sobre a aculturação que aquele evento proporcionara.

Com muito medo, mas feliz, pois um desconhecido salvara, de certa forma, seu nome na instituição, o Professor Jorge assistiu, gostou, agradeceu e, enfim, encontrou o link em as Ciências Sociais e mim!

Daí em diante aquilo que era pra ser apenas um degrau numa escalada profissional, passou a fazer parte de mim; “tomei gosto pela coisa!”.

Não utilizei muito o título de Sociólogo, mas “tirei meu DRT”. Pra quem não sabe, algumas profissões para serem exercidas precisavam de um registro no que já foi Ministério do Trabalho, do Emprego etc., e, através das delegacias regionais do trabalho (DRTs), isso era feito; por isso desse apelido do registro profissional.

Em 2018, depois de muitos empurrões de pessoas queridas, iniciei meu bacharelado em Direito. Paralelo ao Bacharelado, e por já ter uma graduação, também caminhei nas trilhas de uma Pós Graduação em Direito Previdenciário, um MBA em Direito do Trabalho com ênfase em acidentário e, por ainda sonhar em voltar às salas de aulas, uma Pós Graduação em Docência para Nível Superior.

O Direito me abriu algumas portas, principalmente na área que amo, que são as palestras e aulas; mas a porta mais interessante foi ter sido convidado para integrar a Comissão de Direito Previdenciário da OABSP Penha de França. Eu era apenas um estudante de primeiro semestre de Direito e já estava atuante numa Comissão de Direito na OAB!

No finalzinho de 2020 comecei mais uma graduação, Jornalismo. Não concluí ainda, mas possuo o registro da profissão no órgão competente, ou seja, posso andar por essa seara.

Enfim… decidi montar esse Blog no intuito de praticar um pouco minha escrita, que julgo ser de qualidade razoável, e poder transmitir e divulgar alguns conhecimentos diversos a quem estiver disposto a ler minhas ideias.

E aqui estamos… eu escrevendo, e você lendo! Espero que goste e que continue a visitar meu Blog. Obrigado!

Uma resposta para “Me apresentando.”.

  1. Temos impasses na nossa trajetória, mas o importante é continuarmos!

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